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Câmara hiperbárica para feridas que não cicatrizam e pé diabético
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento complementar para feridas que não cicatrizam e para o pé diabético: você respira oxigênio a 100% numa câmara com pressão maior que a do ar, e mais oxigênio chega ao tecido da ferida. Na BMH, com médico em todas as sessões, na Asa Sul e em Taguatinga.
Todos os dias, das 7h às 19h. Convênio ou particular.
Quando a ferida não fecha
Algumas feridas não seguem o caminho normal da cicatrização. Elas continuam abertas por semanas, mesmo com curativo e acompanhamento, e isso cansa: são semanas de curativo, de idas ao médico e de cuidado com cada passo. Acontece, por exemplo, no pé de quem tem diabetes, em feridas de pele com pouca circulação, nos pontos de uma cirurgia que abriram e em lesões que aparecem meses ou anos depois da radioterapia.
Nesses casos, o médico que acompanha a ferida pode indicar a câmara hiperbárica como complemento. Ela não entra no lugar do tratamento da ferida: entra junto com ele.
Tem diabetes e uma ferida no pé? Continue o acompanhamento com o seu médico. Se a ferida não está fechando, a BMH avalia se a câmara pode entrar no seu tratamento.
Como o oxigênio sob pressão ajuda
Uma ferida que não cicatriza costuma ter três problemas: pouco oxigênio no tecido, dificuldade de formar vasos novos e uma inflamação que não termina.
O oxigênio é parte do que o corpo usa para cicatrizar. Ele é necessário para formar vasos novos, produzir colágeno (a fibra que dá firmeza ao tecido) e fechar a pele por cima da ferida.
Na câmara, você respira oxigênio a 100% com uma pressão de pelo menos duas vezes a do ar ao nível do mar. Com a pressão, muito mais oxigênio se dissolve no sangue e chega ao tecido que está recebendo pouco sangue. Em estudos de laboratório, esse oxigênio extra também estimula as células que produzem colágeno e ajuda a combater bactérias.
A câmara é um complemento. A resposta muda de pessoa para pessoa, e por isso cada caso passa por avaliação médica antes de começar.
Quais feridas estão na lista de indicações
A BMH segue as indicações reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM 1.457/1995). Entre as lesões que não cicatrizam com o tratamento habitual, a resolução inclui:
- ferida no pé de quem tem diabetes (pé diabético);
- úlceras de pele que não fecham;
- lesões por pressão, as escaras;
- úlceras causadas por vasculite autoimune (inflamação dos vasos do sangue);
- pontos de cirurgia que abriram (deiscência de sutura);
- lesões causadas por radiação, como as que aparecem tempos depois da radioterapia.
A sociedade médica americana de medicina hiperbárica (UHMS) também reconhece as feridas de difícil cicatrização selecionadas e as lesões tardias da radioterapia entre as indicações da câmara.
Estar na lista não quer dizer que toda ferida desse tipo precisa de câmara. Quem decide é o médico, na avaliação, olhando a ferida, a circulação e o tratamento que você já faz.
O que os estudos mostram
A maior parte dos estudos sobre câmara hiperbárica em feridas foi feita no pé diabético, e é para ele que existem diretrizes específicas.
- Diretriz internacional do pé diabético (IWGDF, 2023). Recomenda considerar a câmara como complemento nas úlceras de pé diabético com circulação comprometida que não cicatrizaram só com o tratamento padrão. É uma recomendação condicional, com evidência de certeza baixa: os estudos ainda têm limitações.
- O que pode melhorar. Os estudos de melhor qualidade sugerem que a câmara pode ajudar a fechar a ferida e a diminuir o tamanho dela.
- Para quem a evidência é mais forte. A diretriz da UHMS (2015) indica a câmara nas úlceras de pé diabético mais profundas e graves (grau 3 ou mais na classificação de Wagner, que os médicos usam para medir a gravidade) que não melhoraram depois de 30 dias de tratamento, ou logo depois de uma cirurgia de limpeza do pé. Nas úlceras mais superficiais, não encontrou evidência suficiente.
- Amputação. Os resultados ainda não são conclusivos: algumas revisões encontraram menos amputações maiores com a câmara, e a diretriz internacional considera que ainda falta prova de boa qualidade.
- Lesões da radioterapia. Os estudos são pequenos e sugerem benefício, principalmente em cabeça e pescoço, bexiga e reto.
Por isso a BMH não promete resultado. O médico explica, na avaliação, o que se espera no seu caso.
Quem pode fazer e o que vem antes
A câmara entra quando a ferida não fechou com o tratamento padrão. No pé diabético, esse tratamento inclui:
- limpeza da ferida (desbridamento) e curativo adequado;
- aliviar a pressão sobre a ferida, com o recurso que o médico indicar;
- tratar a infecção, quando houver;
- tratar a circulação da perna, quando ela está comprometida.
Esse cuidado continua durante as sessões, com a equipe que já acompanha você.
Toda pessoa passa por avaliação médica antes da primeira sessão. Algumas condições de saúde aumentam o risco e podem impedir o tratamento, e o médico confere isso com calma. As principais contraindicações estão nas perguntas frequentes.
Como é o tratamento na BMH
- Antes de começarUm médico da BMH avalia você e a ferida antes da primeira sessão e define o tratamento.
- Cada sessãoCerca de 1h30, contando o tempo de pressurizar e de voltar à pressão normal.
- FrequênciaEm geral, uma sessão por dia, em dias seguidos.
- Quantas sessõesEm geral, de 30 a 60 em feridas que não cicatrizam. O médico reavalia a ferida ao longo do tratamento.
- Durante a sessãoMédico presente na unidade em todas as sessões, do início ao fim.
- Onde e quandoAsa Sul (SGAS 613, Conj. E, Bloco A, 1º subsolo, L2 Sul) e Taguatinga (Prédio Prime Excelência Médica, Torre D, Lojas 2 a 5, Setor C Norte, Taguatinga, CEP 72115-700). Todos os dias, das 7h às 19h.
- ConvênioConvênio ou particular. A BMH atende 50 convênios, e a recepção confere o seu pelo WhatsApp e ajuda com a autorização. Ver a lista
A recepção responde pelo WhatsApp, confere o convênio e marca a avaliação. Prefere ligar? (61) 3346-6005
O que a câmara não é
- Não substitui o cuidado da ferida. Curativo, limpeza, alívio do peso e tratamento da circulação e da infecção continuam.
- Não é para toda ferida. A indicação depende do tipo de ferida e da avaliação médica.
- Não tem resultado garantido. A resposta varia de pessoa para pessoa, e o médico acompanha a evolução da ferida.
Para o médico que acompanha a ferida
Endocrinologista, cirurgião vascular, cirurgião, clínico ou equipe de curativos: a BMH recebe o seu paciente para avaliação de oxigenoterapia hiperbárica como complemento do tratamento que você conduz. A avaliação confirma a indicação, define as sessões e escolhe a unidade mais perto dele.
Encaminhar um pacientePerguntas sobre feridas e pé diabético
Quantas sessões vou precisar?
Depende da ferida e é definido na avaliação. Em feridas que não cicatrizam, em geral, são de 30 a 60 sessões, uma por dia, em dias seguidos. O médico reavalia a ferida ao longo do tratamento e pode ajustar esse número.
A câmara substitui o curativo ou o tratamento que já faço?
Não. A câmara entra junto com o cuidado da ferida. Curativo, limpeza, alívio do peso sobre o pé e tratamento da circulação e da infecção continuam com a equipe que já acompanha você.
Toda ferida que não cicatriza pode ser tratada na câmara?
Não. A BMH segue as indicações do Conselho Federal de Medicina, que incluem pé diabético, úlceras de pele, escaras, pontos que abriram e lesões por radiação. Mesmo nesses casos, o médico avalia a ferida, a circulação e o tratamento atual antes de indicar.
Tenho diabetes. Preciso de algum cuidado na sessão?
Sim. Avise a equipe que você tem diabetes e coma algo leve antes da sessão: a glicose pode baixar durante o tratamento.
Quanto tempo dura a sessão?
Cada sessão dura cerca de 1h30, contando o tempo de pressurizar e de voltar à pressão normal. Um médico fica na unidade em todas as sessões, do início ao fim.
Precisa de pedido médico? O convênio cobre?
O tratamento sempre começa com uma avaliação médica na BMH. Para usar o convênio, o plano pede o pedido do seu médico, em geral com relatório e autorização antes de começar. A BMH atende 50 convênios e particular, e a recepção confere a cobertura do seu plano pelo WhatsApp.
Referências
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 1.457/1995: oxigenoterapia hiperbárica.
- Undersea and Hyperbaric Medical Society (UHMS). Indicações aprovadas para oxigenoterapia hiperbárica.
- Chen P et al. Guidelines on interventions to enhance healing of foot ulcers in people with diabetes (IWGDF 2023 update). Diabetes Metab Res Rev, 2024. doi:10.1002/dmrr.3644
- Huang ET et al. A clinical practice guideline for the use of hyperbaric oxygen therapy in the treatment of diabetic foot ulcers (UHMS). Undersea Hyperb Med, 2015. PMID 26152105
- Kranke P et al. Hyperbaric oxygen therapy for chronic wounds. Cochrane Database Syst Rev, 2015. doi:10.1002/14651858.CD004123.pub4
- Brouwer RJ et al. A systematic review and meta-analysis of hyperbaric oxygen therapy for diabetic foot ulcers with arterial insufficiency. J Vasc Surg, 2020. doi:10.1016/j.jvs.2019.07.082
- Monami M et al. Effectiveness of most common adjuvant wound treatments for hard-to-heal diabetic foot ulcers: a meta-analysis of randomized controlled trials. Acta Diabetol, 2025. doi:10.1007/s00592-024-02426-7
- Lin ZC et al. Hyperbaric oxygen therapy for late radiation tissue injury. Cochrane Database Syst Rev, 2023. doi:10.1002/14651858.CD005005.pub5
- Hajhosseini B et al. Hyperbaric oxygen therapy: descriptive review of the technology and current application in chronic wounds. Plast Reconstr Surg Glob Open, 2020. doi:10.1097/GOX.0000000000003136
- Růžička J et al. Hyperbaric oxygen influences chronic wound healing: a cellular level review. Physiol Res, 2021. doi:10.33549/physiolres.934822
- Hadanny A et al. The safety of hyperbaric oxygen treatment: retrospective analysis in 2,334 patients. Undersea Hyperb Med, 2016. PMID 27265988
Revisado por Dr. Jorge Madeiro, CRM-DF 31687, RQE 26863, em 15/10/2026. Diretor médico da BMH.
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